Segunda-feira, Março 26, 2012

Como se não bastasse ter ficado em casa, ontem me peguei olhando durante cinco minutos um documentário a respeito da vida animal na África. Não tinha muito que fazer em casa, então admito que estava mesmo olhando um desses programas que passam no Animal Planet. O programa em si, mostrava um casal de leões se lambendo, e o mesmo advertia ao telespectador que aquelas melosas lambidas, tinham a secreta função de remover parasitas e fungos dos enormes felinos. Com essa pequena informação, passei a entender melhor muito dos meus próprios hábitos...

Com toda a certeza, gosto de beijos no pescoço, pois assim, sinto a minha circulação ser estimulada diretamente na jugular. Aperto pernas, coxas e tornozelos, só para averiguar se a fêmea está apta a receber a minha futura ninhada. E sem dúvida meus abraços apertados são estimulantes para os vários órgãos internos.

Uma lástima terrível é que ainda não sei qual é a causa evolutiva que me força a gostar tanto de cachorros e brincadeiras psicologicamente estranhas. Quem sabe com mais uns três ou quatro programas educativos sobre a vida animal, eu consiga compreender um pouco melhor essa função que carinhosamente chamo de carinho.


Sexta-feira, Março 23, 2012

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Ele aparecia sempre a cada quatro semanas. Certa vez mudou para duas em duas. Finalmente não deixava passar nenhum dia sem ir à velha padaria da esquina. O dono, logo achou graça na assiduidade do freguês, fez meia dúzia de piadas, mas sempre recebia o cliente com simpatia. Nunca conseguiu reação melhor que a metade de um sorriso. Pensou que o homem era tímido, louco, ou simplesmente calado. A pergunta que não quer calar: isso importava? De certo modo sim, porém ele atendia o cliente, ganhava o seu dinheiro e fim. (ponto!)

Certo dia o cliente mais habitual, simplesmente sumiu. O dono da padaria não conseguiu notar isso imediatamente, porém notou a sua ausência no domingo. Domingo poderia ser um dia qualquer, mas não para aquele cliente. Este dia era sinônimo de pão francês com creme de confeiteiro, era dia de comprar brioches, pastéis e coxinhas. “mas cadê o Ernesto?” pensou. “deve estar doente!”. Logo se passou a segunda semana e nada do Ernesto. Veio à terceira semana, o cliente não. Passaram-se meses, até mesmo anos. Depois de cinco ou seis anos Ernesto retornou a padaria. "Ernesto? Sumido, hein?" espantou-se o dono da padaria. Ernesto balançou a cabeça, não disse sim e nem não. Sentado, esperou sua vez para ser atendido, comprou seis pães d’água, duas coxinhas e quatro pastéis. Pagou e foi pra casa. Depois de dois meses, voltou. Depois de duas semanas, retornou. Daí em diante, todo dia era dia de ir à padaria. O dono não entendeu nada. Limpou o chão da padaria e foi pra casa. No caminho, olhando para um cachorro de rua, resmungou: "O Ernesto é muito estranho!" O cachorro concordou, porém não disse uma palavra.

Vai entender esse Ernesto!


Todos os meus sonhos são dignos de grandes textos e histórias, porém, eu nunca escrevo nada. Os meus sonhos sempre tratam de alguma coisa em que pensei um pouquinho antes de ir dormir. Essa noite, por exemplo, sonhei que tinha ganhado na mega-sena, estava rico, rindo a toa com um baita apartamento, uma mesa de sinuca e um motorista particular. Sonhei que o prêmio era muito maior do que o ultimo sorteio da “mega da virada”. Sonhei que o meu dinheiro jamais acabaria.

Acordei sem dinheiro pra pegar o ônibus. Gastei a passagem no bilhete.

Vida de merda!





Quarta-feira, Março 21, 2012


Acordei hoje pela manha, e me peguei pensando na época em que cada troca de canal, da Globo pra Band significava o mesmo que ter de pular do sofá, da cama, ou de qualquer lugar que você estivesse confortavelmente, confortável. Me lembrei de quando a mudança de um programa para outro exigia um movimento mecânico dos dedos e um exercício mental muito foda de comprometimento e negação com os canais de TV.

Pois é minha gente... A vida muda, e com a TV não seria diferente. Tudo mudou com a invenção do nosso querido e amado controle remoto. Com ele, nos tornamos sedentários, afobados e porque não dizer, nervosos. 

Será que sou o único no universo que fica horas a fio numa compulsiva e porque não, repetitiva troca de botões, com os olhos estalados em frente à TV? Sou o legítimo “passo por tudo. Não vejo nada”. Vivo preso em uma realidade infinita de canais e opções de entretenimento televisivo. Tudo isso, por culpa do controle remoto. Tenho certeza que um dia, grandes estudiosos irão dizer que ele foi “a peste negra dos séculos 20 e 21”, pois o controle remoto não só permitiu a comodidade, como também instalou o descompromisso na humanidade.

Antigamente, eu precisava tirar a bunda da cadeira para poder trocar de canal.  Isso me fez ser um homem muito mais decidido. Pois eu realmente precisava fazer as minhas escolhas, pensando no futuro. Antes do controle remoto, eu era um homem mais pleno do que agora. Eu não me sentia angustiado por ter que me levantar e trocar de canal manualmente. Hoje é tudo diferente, vivo nessa tal “liberdade” que o meu controle remoto me proporcionou. Troco de canais como se não houvesse um amanhã. Assisto a seis, sete, até mesmo oito programas ao mesmo tempo. Onde isso vai parar?

Agora podemos ultrapassar barreiras sem escalar obstáculos. Não precisamos mais de compromisso para escolher o melhor canal. Os nossos laços de fidelidade com a televisão também diminuíram. Nossa ansiedade aumentou. Nosso esforço, agora é inverso. Semente sendo muito maduro para aguentar ficar mais de 2 minutos em um único canal, ligado em um mesmo programa. Com tanta tecnologia, nos tornamos seres perdidos, procurando a felicidade no meio de uma infinidade de escolhas. É a ansiedade e angústia, bem ali, ao alcance dos nossos dedos. 

Juntamente com o reinado do controle remoto, surgiu a TV a Cabo, com os seus canais 24 horas. Tudo bem que a notícia se tornou mais ágil, porém, as noites se tornaram mais curtas. Quem aí se lembra de ter dormido mais de 8 horas nos últimos 10 anos? Estamos zapeando a nossa vida, como se isso fosse à única coisa que realmente interessa. “amanhã vou dormir mais cedo, eu juro!!”. E aí, “amanhã” zapearmos a noite de sono, mais uma vez... 

Para muitos, sei que isso vai soar como um desabafo antiecológico. Mas não me entendam mal. Pessoalmente acredito que o controle remoto continua sendo um baita marco na história da humanidade. O problema é que com grandes invenções, sempre vem grandes responsabilidades. No fim, estamos todos condenados a angústia da informação dissimulada na televisão.




Sexta-feira, Março 16, 2012

Toda hora ouço um falatório sobre o Paulo Coelho. Eu mesmo, gosto às vezes de falar mal do velho mago Coelho. Paulo Coelho não é exatamente, digamos, um bom escritor. Nunca foi. Mas vamos combinar que Paulo Coelho é um grande homem de negócios, ou, se preferirem, podem chama-lo de um grande “marqueteiro”, escondido atrás de uma carapuça metafísica. Aí ei pergunto: Qual o problema nisso? A resposta mais óbvia: Nenhum! E mesmo assim, todo mundo continua falando mal do pobre coitado, dizendo que ele não é merecedor da vaga na Academia Brasileira de Letras, esquecendo-se que o Ivo Pitanguy, é meus amigos, o cirurgião plástico, é também um imortal.

Vai entender!


Quinta-feira, Março 15, 2012

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Ando vivendo em um estado permanente de indignação. Do meu colega de trabalho ao desconhecido mais distante, dos salários miseráveis pagos aos professores aos salários exorbitantes pagos aos juízes. Não sei vocês, mas tudo o que eu vejo são erros, mau-gosto, loucuras, burrices, neuroses, mentiras e misérias. Resmungo a deus: “Mas que baita criação hein!” E parece que o ouço responder: “Mas tchê bagual! Em seis dias, tu queria o que?!”.




Existem certos momentos nessa vida, em que a gente para e pensa “será que existe alguma alma boa neste mundo miserável?”. Tenho para dizer que estes momentos são terríveis, é uma angústia sem fim. E é exatamente nestes momentos, que você precisa prestar atenção, pois se você conseguir olhar bem lá no fundo de você mesmo, sem se sentir um grandessíssimo idiota, talvez você perceba, passeando pelas infinitas possibilidades da sua alma, que você pode ser o melhor, ou o pior ser humano que já existiu na face da terra. isso só depende de você.

Certas coisas ficam escondidas nas profundezas da nossa alma. É nossa obrigação, procurar e escolher o que queremos ser.


Segunda-feira, Março 05, 2012

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Existem pessoas que jogam fora suas capas de discos antigos, por outro lado, existem aquelas que guardam tudo e sempre pensam em utiliza-las da melhor forma possível. Um bom exemplo de como “reutilizar” as capas antigas, nos foi dado pelo artista plástico de New York Christian Marclay. A relação do som, visão, arte, música e performance é o foco de seu trabalho. Acompanhe:








Sábado, Março 03, 2012

Gunther Sott é Biomédico. Não, não é um belo jeito de apresentá-lo. Deixe-me tentar de novo. Gunther Sott era chamado de "Tola" na escola, devido a sua arrogância e pretensa sabedoria. Puta merda! Estou piorando... Esqueça o que escrevi. Vou começar desde o começo: Gunther Sott mora em São Luiz Gonzaga – minha terra natal -, e é uma das pessoas mais inteligentes que conheço. Ultimamente ele anda se dedicando a escrever para o blog dele, e por este motivo eu resolvi apresentá-lo para vocês. Melhor assim? O blog se chama “Madruguei desatinado” e já faz parte daquela minoria que dá pra ler todo dia. Saca? Para acompanhar os textos do tola, acesse: http://madrugueidesatinado.blogspot.com/ O cara é foda, mano.

O cara é praticamente meu irmão, então aproveitem os textos dele, pois vale a pena...




Acho terrivelmente patética as tentativas de jornalistas, psicólogos e demais “comentaristas” de plantão de encontrar algo que justifique ou que pelo menos explique o terrível crime do Lindemberg Alves. Tem gente dizendo que, antes de matar a ex-namorada, o rapaz – óóóóó – fumou maconha. Isso é o mesmo que colocar a culpa da vida na terra nas estrelas. Vou falar uma coisa para vocês, mas não fiquem assustados: Maconha não comete assassinato. Pessoas cometem assassinato. Ou vai dizer que estou errado? Maconheiro não comete crime desse tipo, no máximo cometem pequenos roubos, mas acabam dormindo no meio do caminho.

O rapaz alegou ter matado “por amor”. Puta merda! Ninguém mata por amor. As pessoas matam por ódio. Se não for por ódio, É por poder e dinheiro. Às vezes, os meios, não justificam o fim.

Agora se tem uma coisa que eu não entendo, e acho que nunca vou entender, é a tal da reconstituição do crime. Penso que isso deve ser uma puta diversão para os investigadores, promotores e policiais. Trabalhar pra que, se eles podem ficar brincando de teatrinho? Se dependesse de mim, meteria uma bala na cabeça de cada assassino desse país, e aí sim estaríamos conversados, porra!


Que se foda se o assunto for desatualizado! O blog é meu.. Vá tomar no cu!



Quinta-feira, Março 01, 2012


Falsidade, intriga, oposição, mesquinharia, desprezo, crueldade, maldade, raiva, angustia, egoísmo, injustiça, intolerância, feiura, brutalidade. Guerras, sequestros, tiros, facadas, assassinatos. Vulcões, terremotos, tsunamis, maremotos. Fome e miséria. UFA!

Veja bem, a vida tem tudo pra ser um inferno. Mas às vezes, somente às vezes, ela pode, com toda certeza, ser melhor... Isso é claro se você for lindo, multimilionário, inteligente, culto, sofisticado e insensível.



Não me responsabilizo pelas coisas postadas aqui...

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