sexta-feira, julho 29, 2011

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Sexta-feira Rima com Rock #11 – Os reis do mundo antigo e o velho Rock and Roll

Vocês já devem ter notado que eu sou uma pessoa que adora conversas paralelas via twitter. Pensando por esse lado, resolvi fazer um pequeno paralelo entre a história do rock e a história da religião. Vai que assim a gente acha a tão sonhada “salvação da lavoura do rock”...

Pois bem, prestem atenção crianças: Os judeus, para quem não sabe, viveram anos gloriosos, onde esbanjavam poder, riquezas e principalmente, influência pelo mundo antigo..

Grandes homens governaram o povo hebreu, com braço forte e mão amiga (bem coisa de partido comunista), sempre mantendo os inimigos à distância e impondo o devido respeito.

É de homens como Moisés, Saul, Davi e Salomão que estou falando. Eles foram marcantes em sua história. Moisés criou as leis. Saul começou com a história da monarquia. Davi, bom, o Davi governou e trouxe conquistas inimagináveis. Já o Salomão, que de bobo não tinha nada, trouxe o “glamour” que faltava para o trono hebreu, levando assim Israel para o auge de sua glória, quando os reis e rainhas tiravam as bundas dos tronos reais e saiam de muito longe para conhecer esse que era o rei mais sabichão de que já se teve notícia.

Os anos foram passando, e os reis foram “caindo de rendimento”, e as desgraças começaram a cair sobre as cabeças do povo. Isso tudo porque os “novos reis” se abitolaram e começaram a fazer cagadas do tamanho do mundo. A Babilônia, que até então tava lá, bem na dela, veio e dominou Jerusalém, levando quase todo o povo do lugar, para a própria Babilônia, acredito que esse foi um dos dois momentos mais deprês da história judaica (junto com o holocausto).

Eu posso estar errado, mas acredito que desde essa época os judeus cultivam dentro dos seus corações a esperança da vinda de um novo Davi, ou Moisés, ou Salomão. O chamado MESSIAS. É minha gente, ele existe! Se bem que os cristãos juram que esse carinha nada mais era do que Jesus. É lógico que os judeus desmentem, afinal, onde já se viu um messias “pé-de-chinelo”!

Mas hoje, o povo judeu (israelense) não tem muita coisa pra reclamar não... Seu país é forte, influente, venceu guerras contra todos os países árabes ao mesmo tempo. O exército dos caras é um dos melhores do mundo, o treinamento é puxado, perdendo apenas para o treinamento da brigada militar do Rio Grande do Sul. Eles também tem a cidade de Jerusalém em suas terras (a ONU à considera uma cidade internacional, mas isso não vem ao caso). Hoje Israel vive grandes tempos. Agora eu me pergunto: Precisaria Israel, hoje, de um novo MESSIAS?

Bem, depois dessa aula de história (quase comparado a um artigo de revista religiosa), te pergunto: A mídia (putz, falei essa palavra de novo..) não está esperando um novo MESSIAS para o rock também??. Me diz, quantas vezes tu, no auge da tua loucura, ouviu falar, ou leu sobre a expressão “a salvação do rock”? Será que eu to exagerando? Ou fazer um paralelo entre a história judaica e o rock’n’roll é uma boa idéia?

Pense bem: O rock’n’roll também viveu seus anos de glória. O Elvis por exemplo, foi o Moisés do rock, ele trouxe o conceito sobre o novo som (as leis), ou seja, os dez mandamentos de Elvis. Pronto, depois de Elvis o rock estava feito! Isso sem falar de Jerry L. Lewis e Chucky Berry... Eles estavam todos ali, fazendo ROCK! Aí chegaram os reis, The Kinks e Rolling Stones (Davi e Salomão) e outros tantos nomes do rock, pra compor a monarquia. De repente chegam os anos 80! Ou seja, a Babilônia do rock! A decadência, a semi-morte. Poucos se salvam: Joy Division, New Order, Smiths e mais uma meia dúzia. Nessa época começou o famoso Rock industrial. Toques eletrônicos, batidas fortes... Foi a “nota de falescimento” da guitarra. De repente, bem do nada (mais ou menos como os tempos de Israel de hoje) surge o Nirvana! PUTAMERDA! Eles libertaram o rock! O rock tomava uma nova dose de vida, com Oasis, Blur entre outros titãs dos anos 90.

E aí começa os anos 2000. Uma banda americana (com um baterista brasileiro) aparece em 2001 com o título de “A BANDA SALVADORA DO ROCK”. Os Strokes! Trazendo nova concepção para o mundo do rock! Trazendo novas glórias! ÓóóH!!. Seriam os Strokes os MESSIAS que o rock precisa? Êpaa! Pergunta errada: Será que o rock precisa de um MESSIAS mesmo?


NÁÁÁÁÁÁ! O rock foi eternizado desde os primórdios dos anos 50. Siga a lógica simples véio: o que é eterno, não morre. São as pessoas que precisam de salvação, você precisa de salvação... Porra! Por que algo que é eterno iria precisar de algum tipo de salvação?

Da mesma forma que não há necessidade de um novo MESSIAS para os israelenses (os caras já são foda, perigosos e poderosos), o rock é muito bom e poderoso, logo não precisa de um “salvador”. Os Strokes e tantas outras bandas marcaram nossa década, sem dúvida. Mas que fique claro, essas bandinhas não são a salvação da lavoura. Nem eles, nem Kings of Leon, nem Franz ferdinad, muito menos Arctic Monkeys...


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